sábado, 2 de janeiro de 2010

Análise Jogos: Especial Wolfenstein Parte 3 - Return to Castle Wolfenstein: Tides of War (2003) & Wolfenstein (2009)


Primeiramente feliz 2010 aos meus poucos leitores. Que todos tenham saúde, dinheiro, família unida e outros "blá, blá, blás" falsos que pessoas só prometem na virada do ano.

Legal esse recurso de cortar. Posso falar qualquer coisa ironicamente que irão entender. What awesome!

Darkest of Days é um bom péssimo jogo, que tentou não tentou ser comédia com o tema de viagem no tempo. No fim ele é excelente uma droga.

OK, chega.

Mas enfim, lá vamos nós finalmente finalizar (finalmente finalizar? Er...) esse especial.

Como eu já disse no post passado: RtCW: Operation Ressurrection ficará de fora por uma única razão: meu PS2 se recusa a rodar o jogo. Não sei se é mídia ruim, leitor com problema, desbloque... digo... er... han... ENFIM! Isso foi mais do que o suficiente para deixar meu PS2 literalmente no armário e sem razão. Quem diabos coloca o VG com a maior biblioteca de jogos disponível da história no armário?

Esses nextgens são malditos. Você prefere jogar algo horrível no nextgen (Darkest of Days é um EXCELENTE exemplo) a um jogo histórico no PS2. Pensando BEM rápido já destaco ICO e Shadow of the Colossus que não cheguei nem perto de zerar ainda.

Esses consoles novos são malditos! MALDITOS! Ainda me livrarei de você, Xbox 360... um dia... um dia talvez, e... MEU DEUS, LANÇARAM THE SABOTEUR! VOU JOGAR! VOU JOGAR!

**Comunicação com o Planeta Terra desligada.**

Well, vamos direto ao assunto. Como é continuação de um especial, não há historinhas pra vocês, sorry. Todas elas já foram contadas posts atrás. A única forma de contar algo é inventando.

Não, não farei isso. NÃO INSISTA!

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Abaixo você poderá ver que agora todo jogo terá o que eu chamo de "tabela de custo-benefício". O que é isso? Bem, xá eu explicar.

Custo-benefício é a relação direta que alguma coisa tenha com preço + utilidade. Quanto mais barato e mais utilidades um produto tenha, melhor o seu custo-benefício.

Vou exemplificar: uma TV de 26" LCD da Philips você pode encontrar até pela bagatela de 800 reais, mas alguns lugares vendem por 1000 em diante, certo? É absolutamente a MESMA TV, logo o custo-benefício visto nas lojas que custam mais caro é cada vez menor se o preço for maior. Entendeu?

Assim como qualquer produto, os jogos também são comprados (independente se você não paga mais do que o preço da mídia por eles, não que eu não participe tamb... er... hum... CUSTO-BENEFÍCIO, CONTINUEMOS) logo você precisa saber se o jogo vale a pena.

Um jogo ser bom não significa que ele valha a pena. Isso pode ser por vários motivos como multiplayer ou single player ruim, curto, investe somente em um modo de jogo e este não corresponde... enfim, são muitos pontos. Por isso criei essa tabelinha.

Exemplo da tabelinha:


Perceba que também é analisado por notas e segue o mesmo esquema das notas do fuu life: média 6, de 0 a 10.

Se um jogo tem custo-benefício de 10 e você o encontrá-lo naquela faixa de preço que mostro na tabela, tenha a certeza que sim, vale a pena comprá-lo e vale muito!

Bom deixar claro que considero a ATUALIDADE. Todos os jogos custarão 9,90 um dia, só que nesse dia nem mesmo por 9,90 ele valha a pena por exemplo.

Sei que fui confuso, mas enfim, acho que deu pra entender. Vamos começar com as análises.

Return to Castle Wolfenstein: Tides of War (2003)


Depois de jogar esse por alguns momentos percebi que não era necessário fazer um post exclusivamente para ele e para o Operation Ressurrection. Aliás, eles poderiam estar tranquilamente incluídos no mesmo post passado. Como não fiz isso e nem tinha como (não tinha jogado o suficiente), bem... só resta fazer agora.

RtCW: ToW (depois dizem que as siglas são desnecessárias) foi lançado para Xbox em 2003 e, assim como o Operation Ressurrection, é um prequel, ou seja: aconteceu cronologicamente antes que o RtCW falado no post passado. Mais especificamente, ToW retrata as missões em que o Agent One atrapalhava BJ no Egito. Se você jogou RtCW (o primeiro para PC) saberá que essas missões foram as últimas que os dois fizeram juntos antes de Agent One FUDER TUDO e fazer eles dois serem capturados pelos nazis.

Quanto ao jogo não há muito o que dizer. É mais do mesmo. Os gráficos são praticamente iguais aos da versão PC de RtCW, apenas com cenários diferentes. O problema é que acontece a coisa que mais detesto em jogos e você já deve saber o que é: a famosa queda de frame rate ou também chamada de SLOWDOWNS! Não é tão frequente que nem em DoD e só acontece nos momentos em que muitas coisas acontecem na tela (por sinal os efeitos são excelentes para 2003), logo não atrapalham.

Vinho pode salvar vidas... literalmente.

Mas o jogo conta com um modo coop em que um dos jogadores é BJ e o outro o Agent One e cumpre todas as missões que você cumpriria em Single Player, o que não tem nenhuma discussão que é simplesmente tudo que um verdadeiro coop deve trazer. Nesse ponto não vou ir muito longe, porque não tive a oportunidade de jogar muito em meu X360 pela IMENSA QUEDA DE RENDIMENTO. Há uma queda de rendimento perceptível no Xbox 1, porém, pela retrocompatibilidade porca que a Micro$oft oferece no Xbox 360 se torna praticamente inviável jogar cooperativo nesse jogo no console nextgen.

Mas voltando... além da queda de FPS, o jogo apresenta outro "probleminha" grave: você só pode jogar as missões que você habilitou no Single Player e jogando o modo cooperativo você NÃO habilita mais missões. Isso significa que se você quiser zerar no modo cooperativo, você PRECISA zerar no single player antes, o que acaba com pelo menos 70% da graça do jogo.

Coop owna all... se for bem produzido, claro.

Achei bem legal a iniciativa de colocar um coop mode nesse jogo, só acho que a iD, que provou ser mestre em engines por bastante tempo, poderia melhorar um pouco ela nessa versão de RtCW o que melhoraria bastante os frames por segundo e consequentemente tornaria o jogo mais agradável de jogar.

É a prova que os anos negros da iD começaram por aí. Criando sucessores como Doom 3 e Quake 4. Uma pena.

E eu preciso realmente analisar Doom 3. Já é o terceiro post de um jogo que falo dele. Mas bem... isso fica para um futuro que pelo visto será próximo.

Outra imagem do coop. Perceba que o Agent One (o de cima) além de tudo é feio.

Indo a outros pontos, o multiplayer online de RtCW: ToW também foi feito pela Nerve Software, o que resultou em bons frutos. Finalmente trouxeram o modo que eu tão esperava de Team Deathmatch, permaneceram com o modo estilo Assault do UT e tiraram o modo complicado de RtCW que até hoje não entendo direito como funciona e pelo visto muita gente também não.

De problemas? ToW é completamente intolerante com lags. Jogar com pessoas de outros países não muito distantes é o suficiente para que seu jogo fique basicamente insuportável. O lag inclusive se classifica em "pular" eventos e coisas parecidas, o que é MUITO irritante e só deveria acontecer em servidores realmente ruins.

No mais o jogo não é de todo o mal, pelo contrário: está relativamente acima da média. Serve bastante para quem quer detalhes do que BJ fez antes de ser capturado pelos nazis.

Já percebeu que toda imagem promocional de multiplayer em jogos sempre mostra zilhões batalhando e nada na prática?

Avaliação técnica das categorias:

Gráficos:
Praticamente iguais ao seu "sequel" de 2001, o que é uma desvantagem. Os slowdowns também pouco ajudam, mas se RtCW tinha gráficos bem acima da média em 2001, RtCW: ToW acabou com gráficos apenas bons.

Em compensação os mapas continuam muito bem produzidos.
Avaliação: 7,0

Artístico:
Wolfenstein é surreal, mas não artístico.²
Avaliação: NA (Não aplicável)

Diversão:
Modo coop offline, o que é FUEDA considerando Wolfenstein e um multiplayer um pouco mais evoluído. A engine é a mesma, o que ajuda bastante nessa classificação.
Avaliação: 9,0

Replay:
Zerar uma única vez é o suficiente, o que prejudica bastante o coop offline, porém o multiplayer ajuda, assim como no RtCW.
Avaliação: 8,0

Jogabilidade:
Sem muitas mudanças em relação a versão PC. O problema é que as poucas mudanças são bem perceptíveis. Um exemplo é a mira semi automática que insiste em mirar no peito dos zumbis quando o ponto mais fraco destes é a cabeça, o que faz você preferir gastar mais balas pra detonar os infelizes do que perder seu tempo mirando na cabeça.
Avaliação: 8,0

Dificuldade:
Os inimigos continuam bem inteligentes, mas o jogo permanece irritantemente dificil as vezes. Nada que um velho old gamer não possa resolver e limitações nunca são boas.
Avaliação: 7,5

Diversidade:
Os cenários são novos, mas isso não é nada mais que uma obrigação devido ao tema do jogo. As armas são as mesmas vistas no jogo de 2 anos atrás e as missões seguem o mesmo estilo. De certo que a fórmula deu muito certo em RtCW, mas o tempo passa.
Avaliação: 7,5

Som:
Houve uma boa melhora em relação ao RtCW no quesito de trilha sonora, que já era boa. Já quanto aos efeitos sonoros, poucas mudanças.
Avaliação: 9,0

Multiplayer:
Melhorou o que já era bom e trouxe uma opção cooperative pra jogar offline com um segundo controle. As únicas coisas ruins (sempre tem algo ruim) são o fato de ser intolerante com qualquer tipo de lag e que o cooperative não tem graça se os mapas não estiverem habilitados, ou seja: você ter zerado o jogo antes no modo single.

Isso é o mesmo que você jogar contra alguém em um jogo de luta e este alguém só poder selecionar personagens que o seu perfil liberou no modo single player. Em outras palavras: desnecessário e ridiculo.
Avaliação: 9,0

Geral:
RtCW: ToW é um "jogo obrigação" para qualquer jogador de Wolfenstein que se preze. Como "jogo individual" é bom, inferior aos seus antecessores, mas sim, é bom. Aproveitou muito bem a capacidade gráfica e jogabilidade que o Xbox oferecia.

Uma boa opção para donos de Xbox e uma excelente opção aos fãs de Wolfenstein que tem curiosidade de saber como foram as missões de BJ e do inútil do Agent One antes dos eventos de RtCW.

Avaliação Final: 8,0 / 10 (Bom)



Wolfenstein (2009)

Depois de enrolar vocês por 4 longos meses, passar natal e reveillon prometendo finalizar o especial de Wolfenstein com o mais novo da série e analisar até mesmo DARKEST OF DAYS na frente...

Tcham Tcham Tcham!

WOLFENSTEEEEEEEEEEEEEIIIIIIINNNNNNNNNNNNNN!!!!!!!!!!!!11ONE!!!1!1!!1!!!!!1ONEHUNDREDELEVEN

OVERRRRRRRRRRRR 9000!!!!!!!!!!!!!

Segunda vez que posto isso aqui

OK, podem diminuir a empolgação que o jogo não é tão bom assim.

**Todos sentam e ficam quietos abismados**

Faça como o gato sensato: Clap on, Clap off

O que fazer? É a verdade.

Nome simples e sem expressões desnecessárias que facilitam a identificação a qual franquia o jogo pertence, gráficos novos e atualizados, história maluca que dessa vez pode ser contada ao vivo como um filmezito... Wolfenstein de 2009 tinha tudo pra ser um jogo histórico e quando me refiro a "histórico" deixo bem claro que sim, era pra ser superior a todos da franquia.

Eu tenho uma mania péssima que é esperar muito das coisas que eu vejo um nome memorável no meio. Fui assim em Modern Warfare 2 (é, não existe oficialmente mais o "Call of Duty), nos filmes de Silent Hill e Resident Evil, no próprio Silent Hill Homecoming... enfim, há muitos exemplos que prefiro nem lembrar pra não entristecer.

Bom, se há uma notícia boa nisso tudo é que Wolfenstein não é ruim. Não chega nem perto do que a franquia "Wolfenstein" pode oferecer, mas é um bom jogo.

Indo com calma, farei da mesma maneira que faço em todos os jogos. Começar pela história:

MEDO... BJ não sabe o que é medo.

Wolfenstein se passa na fictícia cidade de Isenstadt, na Alemanha onde os nazistas tomaram conta de cristais raros e preciosos que acessam algo chamado de "Black Sun" (Sol Negro). A missão de BJ é... adivinhe! Destruir tudo, incluindo nazis, cristais, black sun independente do que isso seja, líderes nazis, o nazismo, a alemanha, o mundo...

OK, quanto aos 2 últimos BJ deixa o trabalho para Chuck Norris para não dizer que é egoísta. Viu? Além de tudo BJ é gente boa e sabe dividir as coisas.

Mas sem mais besteiras, tá vendo que nem tudo é ruim? A temática continua louca e criativa como nos outros Wolfensteins! Nada como começar bem. Pelo que eu li, ela se passa logo depois dos eventos de RtCW em que os nazis (que parecem mais brasileiros: não desistem nunca) tentam dominar o mundo de outra forma, que dessa vez é com medalhões que trazem diversos poderes diferentes para a pessoa. Mais detalhes falo a seguir.

Quanto a outros aspectos, BJ não se parece mais com Tom Cruise! Se parece mais com... com...

Ah, sei lá. Deve ser baseado em uma mistura que inclui todos os criadores do jogo. Ele não se parece com nada.

Nas horas vagas BJ desamarra os refens.

Anyway, vamos a verdadeira análise em si, onde vamos descobrir o porquê do jogo não ser a maravilha que eu esperava.

Os gráficos não são "inovadores" e "fenomenais", aliás, considero isso algo praticamente impossível de ser feito na época que estamos vivendo. Os games antigamente viviam de inovações, mas hoje parecem tão reais que a unica coisa que poderiam inovar em gráficos seria em reflexos e iluminações mais realísticos.

E não me refiro a "reais" do tipo que em 1996 falavam que Resident Evil era real porque mexiam os braços descontroladamente ao falarem (enquanto a boca, a que realmente deveria ser mexida, ficava fechada), as mãos eram grudadas, movimentos iguais e faces sem expressão. Me refiro a "REAIS" mesmo. Do tipo que você vê e diz com toda convicção: "porra, parece gravação!".

Soldado nazi: FFFFFFFFFFFÜÜÜÜÜÜÜÜÜÜÜÜ-

Voltando ao Wolfenstein em si: os gráficos são do nivel de Modern Warfare 2: esforçados, porém limitados. Aliás, se a Activision teve uma leve participação em RtCW, em Wolfenstein foi praticamente o produtor do jogo.

Se você joga a série de Call of Duty (também da Activision) vai perceber logo as semelhanças:

-Indicador de objetivos exatamente igual ao visto nos Call of Duties antigos.
-Jogabilidade exatamente igual a vista em CoDs (incluindo botões padrão).
-A forma de correr exatamente igual.
-A mira semi-automática (Xbox 360 e provavelmente PS3).
-A inteligência artificial do mesmo nível.
-A construção de mapas do mesmo estilo de CoD.
-Checkpoints em momentos parecidos com CoD.
-O desenrolar de eventos e "jogo-filme" como em CoD.
Entre outros que não lembro.

A semelhança com CoD deixou o jogo bem mais agradável para os new gamers, mas os "old school players" reclamaram (como eu).

A razão? Simples, isso não é Wolfenstein!

Jogo filme com cenas e efeitos exagerados? Auto saves a todo momento? A construção de mapas NÃO é mais da iD Software? A ação de "cover" ser obrigatória? Desculpe, mas isso não é Wolfenstein para mim. Virou um Call of Duty alternativo.

Mas eu sou um gamer paciente e tenho a obrigação de ver que porra fizeram com o meu amado jogo do início ao fim. Já me surpreendi antes que a mudança foi agradável (ex: Fallout 3), então podem ter acertado de novo.

Tem nada pra mirar. Pare de se mostrar.

A jogabilidade, como eu já disse, é do estilo de CoD, a unica diferença mesmo é que BJ pode carregar (carregar de reload) armas enquanto corre e também não carrega apenas 2 armas, mas sim até 8 (se contar com granadas, 9).

Na diversidade, Wolfenstein conta com os poderes do medalhão (que eu prometi explicar acima), eles são:

-Veil = Permite enxergar o mundo alternativo da "Black Sun"
-Shield = Protege 100% contra tiros.
-Mire = Slow motion.
-Empower = As balas ficam bem mais fortes e atravessam paredes.

Posso dizer que o medalhão ajudou muito a lembrar que você está realmente jogando Wolfenstein.

É claro que apesar de BJ ser foda, o poder do medalhão não depende dele, logo você tem que usar estrategicamente cada um dos poderes no jogo (que podem ser combinados, by the way) em determinados momentos, pois a "energia" do medalhão depende dos cristais encontrados na cidade. Há diversos lugares para recarregar o medalhão e isso não é bem um problema.

As 8 armas disponíveis incluem as já existentes de segunda guerra, como MP40, MP43, Kar98k, Panzershreck e lança-chamas e 3 fictícias: Particle Cannon (arma que literalmente desintegra os inimigos), Tesla Gun (dá "choquinho") e Leichenfaust 44 (a BFG 9000 do Wolfenstein).

O jogo ainda conta com itens secretos, como ouros e livros de poder. As passagens secretas infelizmente não existem mais, mas ter itens pra colecionar ajudam a melhorar a nostalgia.

Desintegrar os inimigos é muito divertido, brodi.

Viu aí que nem tudo está perdido?

A trilha sonora conta com músicas repetitivas, mas legais. Os alemães falam em inglês ("The american is here!") e os efeitos sonoros não são ruins.

E Hans Grosse não só participa do jogo como é o chefão final! A batalha tem tudo o que você esperaria e é memorável!

Não faz sentido algum Hans Grosse não só aparecer como não reconhecer BJ, já que teve sua bunda amassada e retorcida por este no primeiro jogo e provavelmente ficou com hemorróidas que necessitam de cirurgia urgentemente.

AH, QUEM SE IMPORTA? QUE VENHA HANS GROSSE!

Melhore suas armas (mais ainda) no mercado negro que tem até uma logomarca! Chique, meu fio.

Well, eu disse acima que o jogo não foi o esperado para mim e verdades algumas vezes tem de ser ditas. Vamos destruir a emoção de vencer Hans Grosse que novamente trapaceia e tem super vantagens em relação a BJ.

Começo pelos mapas.

Eu disse que a iD Software não participou da produção dos mapas, mas a activision tem um bom curriculum visto em CoD, logo tudo bem, certo? Não.

Não há nenhum mapa memorável em Wolfenstein. Não que todos sejam iguais, mas são simplesmente "sem graça".

E mapas comuns tiram pelo menos metade da graça do jogo. Se você não conhecer os mapas, você só tem vontade de conhecê-los até ver que não deve esperar muito. Se você já conhecer é ainda pior, porque não existe um só momento que você fale: "Ah, dessa fase eu gosto!".

Quanto a "esconderijos", CoD tem seus covers por ser em guerras, mas Wolfenstein tem o que eu chamo de "covers forçados". Você tem lugares pra se esconder que não fazem sentido algum de estarem ali principalmente considerando que o jogo se passa longe de lugares que podemos considerar como locais de batalha. O problema é que sem eles é impossível de avançar no jogo, já que é "estilo CoD": quem se esconder melhor, independente das outras características, é quem ganha.

Destrua os besouros gigantes no modo Veil e desintegre alemães mais facilmente.

Na primeira fase BJ é ajudado pelo grupo de revolução que foi enviado para "trabalhar". Se você lê meus reviews deve saber que a primeira coisa que eu disse foi: "BJ TRABALHA SOZINHO, PORRA!" e foi exatamente isso. Nos outros mapas isso não existe (existem batalhas que os outros estão lutando, mas BJ não é mais "escoltado"). Parece que a primeira fase a activision mostrou pra iD e a iD falou: "Ou vocês jogam um pouco da franquia Wolfenstein ou vamos fazer essa porra sozinhos!" e aprenderam a lição (apesar de eu ter preferido que a iD realmente fizesse tudo sozinha). Provavelmente não estavam afim de editarem a fase e deixaram da mesma forma para ver se nós, old school gamers, engolíamos. Eu desconsiderarei por ser apenas uma fase, logo sim, eu engoli, seus malditos, mas a credibilidade agora de Activision + Wolfenstein pra mim é ZERO.

Justamente por seguir o estilo "a la Call of Duty", o jogo é basicamente linear. Você pode escolher a ordem das fases (e não 100%, mas pode), mas isso não é absolutamente nada de especial.

Outra decepção fica por conta da dificuldade.

Sim, também foi uma surpresa pra mim. Se você é jogador de CoD deve saber que eles capricham nisso. Nas 4 dificuldades disponíveis no jogo, a primeira (Recruit) é muito fácil e a última (Veteran) é absurdamente difícil.

As dificuldades continuaram com o mesmo nome (adicionados de um Easy, Normal, Hard ou Über para diferenciá-las) e seguindo o que sei da Activision, esperava que "Can I Play Daddy?" fosse facílima e "I am Death Incarnate" fosse transformadora de homens em eunucos.

"Can I Play Daddy?" é realmente facílima, mas os homens continuarão com seus pintos (e moles) em "I am Death Incarnate". Eu mesmo resolvi por na maior dificuldade e com o que me deparo? Um Wolfenstein fácil e sem graça que você não morre mais de 5 vezes em uma fase, nem sequer fica "preso" em nenhum lugar.

What a shame, Activision... what a shame...

Mas isso não é o pior... o pior é o multiplayer.

O bom e velho Team Deathmatch.

Sim, pode se assustar de vez. Logo a "dona" de CoD, que é considerada uma das melhores franquias para multiplayer da história, cometeu a falha de deixar o multiplayer LAGADO.

Eu odeio LAGS no mesmo nível que odeio SLOWDOWNS e ainda deixam a PORRA do meu jogo LAGADO.

VÃO PRA PUTA QUE PARIU, SEUS MALDITOS!

Com isso FODE também o fator replay, já que por melhor que seja o single, multiplayer é "salvador de bundas" pro replay. Mas quando esse multiplayer conta com PULOS FREQUENTES de jogadores mesmo que todos estejam com boas conexões, a situação fica bem diferente.

Apesar de ser inútil de falar depois de você saber dessa, o multiplayer conta com os modos Team Deathmatch, Objective e Stopwatch, significa que eles seguiram o RtCW: ToW que na minha opinião trouxe o melhor modo multijogador que Wolfenstein pôde oferecer. Infelizmente tudo foi jogado por água abaixo por uma falta de vontade de acertar as falhas.

O modo coop que tanto foi prometido até o lançamento no fim acabou não existindo. Se tem uma coisa que eu fico realmente chateado é com pessoas que PROMETEM o que NÃO podem CUMPRIR por alguma razão, as que eu gosto de chamar de "políticos".

Fique invencível (de vez) usando o Shield.

Mas bem...

Devo dizer que o Wolfenstein atual é um bom jogo, isso é inegável, mas se for pra continuar assim, prefiro que a franquia de Wolfenstein seja encerrada por esse.

Como todo old school gamer, sim, vale a olhada, mas se você nunca ouviu falar em Wolfenstein e não tem nenhum "sentimento" por ele, há outras opções melhores no mercado (como CoD).

Infelizmente não foi possível fechar com chave de ouro e nem será se continuar desse jeito. Cai na real iD. Será que Doom 3 e Quake 4 não foram o suficiente?

Se você é fã de Single Player, Wolfenstein pode ser uma boa escolha. Apesar de seus defeitos, ainda é diferente e inovador.

Avaliação técnica das categorias:

Não joguei as versões de PC nem PS3, logo não analisarei essas, mas pelo pouco que li e vi, estão exatamente iguais.

Gráficos:
No nível de Modern Warfare 2 como eu disse acima. Esforçados, loadings rápidos e acima da média. Nada de muito especial, porém.
Avaliação: 8,0

Artístico:
Wolfenstein é surreal, mas não artístico.³
Avaliação: NA (Não aplicável)

Diversão:
O Single Player ainda é um nível bem acima do visto em muitos jogos, mas o multiplayer só vai lhe causar raiva e frustração. Como média final é aprovado, mas nada que possa ser destacado.
Avaliação: 7,0

Replay:
Não existe mais aquela vontade de pegar os itens secretos como nos jogos antigos da franquia, o multiplayer tem problemas e o single player por ser linear só acaba ferrando tudo mais ainda. Zerar pela segunda vez em diante só fãs de Wolfenstein e "Achievement Hunters" farão.
Avaliação: 4,0

Jogabilidade:
Flexível, fácil de adaptar e faz jus ao que BJ pode fazer. Só acho que seguindo o "universo" de Wolfenstein, BJ não precisaria de um "botão de corrida" e muito menos "cansar".
Avaliação: 9,0

Dificuldade:
Pouco do visto em CoD foi aproveitado em Wolfenstein e isso faz que o jogo permaneça com seus problemas nesse aspecto. Nesse caso ficou fácil demais.
Avaliação: 7,0

Diversidade:
8 armas, "ourinhos", medalhão... se fosse só isso seria muito bom, mas um jogo não é baseado em "Bonus items" e não é só porque é Wolfenstein que deve ser tratado como exceção. Os cenários por exemplo são quase todos chatos e "indiferentes".
Avaliação: 7,0

Som:
Músicas até legais, porém muito repetitivas e isso é um grande problema ao jogar por muito tempo. Os efeitos sonoros permanecem de boa qualidade e variados.
Avaliação: 7,5

Multiplayer:
Apesar de seguir o "esquema vitorioso" de RtCW: ToW, conta com problemas que anulam basicamente qualquer vantagem. Quem comprar esperando um multiplayer de qualidade, se arrependerá amargamente.
Avaliação: 3,0

Geral:
Wolfenstein teve a chance de tornar a iD Software memorável e acima dos padrões novamente, mas falhou. O jogo não é superior a vários FPS vistos no mercado e muito mais sem graça ainda se considerar que faz parte da franquia de Wolfenstein.

Vale o Single Player e nem tanto assim.

Um ótimo resumo para esse jogo seria: "Wolfenstein de 2009 é como Resident Evil 4: tentou inovar em tudo e acabou mexendo onde não devia. A diferença entre estes dois jogos é que RE4 como 'standalone' é excelente, diferente de Wolfenstein".

Avaliação Final: 7,2 / 10 (Bom)



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Nada como o prazer de finalizar mais um post. E que post putaquepariuvelmente gigante, hein? Tentarei reduzir da próxima vez.

Novamente um Feliz 2010 para todos e esse com certeza será um ano de mudanças. Isso inclui posts 2 vezes por semana no Fuu Life.

Será que eu consigo?

Deus me ajude.

o/

4 comentários:

Cristiano disse...

Nice post! Keep up the good work! Wolfstein eh ate um jogo bom (360) mas por algum motivo passei do primeiro chefao e parei de jogar e nao lembro pq. Deve ser a falta de interesse na estoria. Quando vc quer saber o que vai acontecer com o "mocinho"vc procura zerar o jogo pra matar sua curiosidade e ate msm torcer pra que ele se de bem. Tlvz faltou isso; falta de interesse no personagem principal, mas ainda assim eh um bom jogo. Concordo com a nota.

FFFFUUUUUuuuuiiii!!!!

Prosinecki disse...

A primeira imagem do jogo lá em cima me lembrou de CoD 1, até fiquei com vontade de jogar, mas quando se trata de segunda guerra eu gosto de história "certinha", nada de monstros e oficiais overpowers, mas como eu gostei do primeirão, capaz que dê o braço a torcer e jogue no fim das contas... quando você trazer o vg pra cá pra casa =D

Rafael disse...

Assunto véio, mas vale a pena comentar... Achei a dificuldade cagada, mas não por ser fácil demais. Nisso eu discordo com vc. O jogo só se demonstra fácil até a fase do castelo. Quando vc entra no castelo, ele passa de muito fácil para humanamente impossível!!! Não existe um equilíbrio. Eu tive que apelar pra cheats, pra poder terminar sem tanto estress. O que dizer dos chefes monstros então? Vc pensa que matou, eles voltam.. Olha, dificuldade insana, mesmo no nível mais fácil. Insana e mau equilibrada

Igor PhOeNiX_H disse...

Rapaz, Rafael. Eu joguei o castelo no Über e realmente sofri mais do que o normal pra ganhar, mas já vi jogos mais revoltantes. Call of Duty 2 mesmo, quando você começa no Veteran, até que dá pra continuar jogando. São umas 18 fases, se não me engano, e até a sexta é tranquilo, com poucas mortes. Até que vem a sétima e fica mais dificilzinho e começa a complicar a cada fase que passa. A última fase você já vai estar querendo zerar por pura raiva, porque por habilidade e gosto nem é mais e posso por pelo menos as 4 últimas mais dificeis que o castelo de Wolfenstein. Então... se quer minha dica, NEM tente chegar perto uhaeuhaeuhae.

Comparado ao CoD 2, o Wolfenstein é BEM fácil e eu já tinha detonado o CoD 2 antes de jogar o novo Wolf da franquia. Vai ver é por isso que eu não tive problema algum com o Wolfenstein e achei ele fácil demais.